É caso para dizer pelos menos os resultados da investigação foram divulgados públicamente, coisa que não sucede cá pelo nosso país.

José Carlos Pace o piloto brasileiro cujo nome foi dado ao circuito onde se realiza o GP do Brasil
Graças ao sucesso de Emerson Fittipaldi, que chegou a ser campeão do mundo de Fórmula 1 este circuito construído entre dois lagos artificiais destinados a abastecer a cidade de água, o circuito recebeu a Fórmula 1 em 1971 e 1972 em duas corridas que não contaram para o campeonato do mundo mas a partir de 1973 em diante passou a contar. Alvo de algumas reabilitações ao longo dos anos, a última das quais em 2007 onde a pista foi totalmente re - asfaltada, tem 4309 metros em cada volta, 15 curvas e sentido da corrida é o oposto ao dos ponteiros do relógio. Foi baptizado com o nome de um corredor de Fórmula 1 brasileiro José Carlos Pace que naquele circuito averbou a primeira e única victória na Fórmula 1 na respectiva carreira. Faleceu pouco depois da victória em 1977 em um incidente de aviação privada.
A grelha de partida da última prova de 2011, não trouxe nada de novo em termos de competitividade dos principais actores, sendo o mais do mesmo, com Sebastian Vettel a bater o recorde de Nigel Mansell de 1992 (14) ao conseguir 15 “pole positions” na mesma epóca. Em segunda posição ficou Mark Weber que como sempre há - de falhar em alguma coisa, dada a sua medíocridade como piloto e ficará para trás. Na terceira e quarta posições ficaram óbviamente Jeson Button e Lewis Hamilton respectivamente que durante a corrida ultrapassarão Weber. Depois claro lá aparece o espanhol da Ferrari em quinto lugar, com um carro que ao longo de toda a epóca não conseguiu resolver o problema da aerodinâmica com efeito de solo, que tão bem a Red Bull domina já desde o ano passado e a McLaren desde o meio da epóca de 2011. Nico Rosberg ocupa a sexta posição seguido de Felipe Massa que terminará a epóca de 2011 sem um único pódio, que já lhe valeu um sério aviso (finalmente) do Presidente da Ferrari, Luca Di Montezemolo que estabeleceu uma data limite, 2012. Oitavo lugar na partida para Adrian Sutil seguido de (surpresa) Bruno Senna em nono lugar depois de o Director da Equipa da Renault Eric Boullier ter admitido na semana passada, que o desenho do modelo 2011, foi um “desastre aerodinâmico” em termos de eficiência competitiva para o lado negativo. Décimo lugar ficou Michael Schumacher naquela que é a quarta equipa do “circo” da Fórmula 1 depois dos 3 grandes, e que tem no ano que vem também uma data limite para se tornar competitiva.
Finalmente uma nota positiva para as transmissões em diferido dos Grandes Prémios feitos, ao longo da epóca toda, com o patrocínio da AP Capital, inédito e pela primeira vez em Moçambique por uma estação de televisão, facto que deve ter contribuído para o aumento dos adeptos deste desporto de ricos e com poucas tradições em Moçambique.

O campeão de 2011 já todos sabemos quem é qualquer que seja o resultado do Grande Prémio do Brasil. Por isso é oportuno lembrar Nino Farina em Alfa Romeo no Grande Prémio da Inglaterra de 1950, que se tornou o primeiro campeão do mundo de Fórmula 1 epóca em que o talento contava mais que o dinheiro.
A corrida efectuada produziu o seguinte resultado:
Equipa: Red Bull Racing - Carro: Red Bull Renault RB7 -
Mark Weber só ganhou este Grande Prémio, (única victória em 2011), como piloto medíocre com um bom carro que é, porque a caixa de velocidades do carro de Sebastian Vettel a partir da volta 19 das 71 que constituiam a corrida, a segunda e terceira velocidades só funcionavam quando as rotações do motor estivessem no máximo. A avaria foi detectada pelo box (que tem aparelhos de monitorização e comunicada ao piloto por rádio) Sebastian Vettel apesar do seu génio como piloto foi obrigado a ceder a liderança a partir da volta 22, mas aguentou até ao fim da corrida a pressão de Alonso primeiro e mais tarde Jeson Button, terminando em um bem merecido segundo lugar.
Equipa: Vodafone McLaren - Mercedes - Carro: McLaren - Mercedes MP4 - 26 -
Jeson Button mais uma vez confirmou a superioridade técnica do carro que conduz com um brilhante terceiro lugar no final da prova, que lhe valeu o vice - campeonato tanto de condutores, como de construtores. Foi a primeira vez nesta equipa desde que Lewis Hamilton está na Fórmula 1, que um piloto da McLaren se classificou melhor que o “filho da McLaren”. Quanto a Hamilton teve uma avaria terminal na caixa de velocidades, do carro que conduzia, quando seguia em sexto lugar atrás de Felipe Massa com quem discutia a posição (depois de seis colisões entre os dois em 2011). Contudo no final da prova Hamilton deslocou - se ao box da Ferrari e deu um abraço a Massa que foi bem recebido pelo brasileiro, enterrando assim ambos “o machado de guerra”.
Equipa: Scuderia Ferrari - Carro: Ferrari 150 -
Alonso mais uma vez fez o que pôde, mas não foi além de um quarto lugar, lugar habitual dos carros desta equipa ao longo da epóca de 2011. Felipe Massa terminou sem brilho a epóca de 2011 com um quinto lugar na classificação final. Facto curioso esta epóca é que nenhum piloto brasileiro em 2011 conseguiu classificar - se no pódio da Fórmula 1, pela primeira vez em muitos anos. Pilotos brasileiros competitivos precisam - se.
Equipa: Force India F1 - Carro: Force India Mercedes VJM04 -
Adrian Sutil terminou em sexto lugar logo atrás dos carros das “3 grandes equipas” o que é um bom sinal de final de epóca, para as perspectivas desta equipa indiana para 2012. Paul Di Resta terminou em oitavo lugar confirmando as mencionadas boas perspectivas.
Equipa: Mercedes GP Petronas F1 - Carro: Mercedes W02 -
Nico Rosberg obteve o sétimo lugar na classificação final. Quanto a Michael Schumacher terminou em décimo quinto lugar, depois de uma colisão devido a disputa de posição com Bruno Senna que valeu a Schumacher um furo no pneu esquerdo traseiro, que o tirou dos lugares competitivos devido ao atraso.
Equipa: Sauber F1 - Carro: Sauber C30 Ferrari -
Para as expectativas limitadas da competitividade dos carros desta equipa de origem suiça as classificações obtidas por ambos os pilotos, nesta corrida, foram mais uma vez modestas, com Kamui Kobayashi a obter o nono lugar que valeu dois pontos no campeonato de construtores, o que foi suficiente para bater os rivais da equipa Toro Rosso. Sérgio Perez ocupou o décimo terceiro lugar no final da prova.
Equipa: Lotus Renault GP - Carro: Renault R31 (Caterhams em 2012) -
Sem qualquer competitividade, viu o seu piloto russo Vladimir Petrov classificar - se em décimo lugar e Bruno Senna que foi penalizado com uma passagem obrigatória pela box devido à colisão com Schumacher classificou - se em décimo sétimo lugar.
Equipa: Scuderia Toro Rosso - Carro: Toro Rosso STR6 Ferrari -
Apesar de pertencer ao mesmo dono, o austríaco Dieter Mastchitz, o “segredo” da aderência aerodinâmica dos Red Bull às pistas, há quase dois anos consecutivos “não passa” para a Toro Rosso, que continua a obter classificações modestas como o décimo primeiro e décimo segundos lugares da classificação final da corrida respectivamente para Jaime Alguersuari e Sébastien Buemi.
Equipa: AT&T Williams F1 - Carro: Williams FW33 Cosworth -
Rubens Barrichelo aparentemente fez neste Grande Prémio a sua última corrida. E sai sem glória com um décimo quarto lugar. Pastor Maldonado despistou - se na volta 26. Prevê - se para 2012 grandes mudanças como a substituição do motor Cosworth por Renault, a contratação do finlandês Kimi Räikkönen como piloto, e a reforma aos 67 anos de idade de Patrick Head, accionista e Director Desportivo Principal da Equipa de Fórmula 1.
Equipa: Lotus Team - Carro: Lotus T128 Renault (Lotuses em 2012) -
Das 3 equipas da “Liga dos “Últimos” Heikki Kovailanen ocupou o décimo sexto lugar no final da corrida e Jarno Trulli proprietário por herança de vinhas na Itália, ocupou o décimo oitavo lugar. Esta equipa também muda de nome em 2012.
Equipa: Virgin Racing - Carro: Virgin MVR-02 Cosworth (Marussias em 2012) -
Timo Glock desistiu na volta 21 por falha de uma roda e Jérôme d’Ambrósio chegou à classificação final em décimo nono lugar.
Equipa: Hispania Racing (HRT F1 Team) - Carro: HRT F111 Cosworth -
Vitantonio Liuzzi teve uma varia no alternador, desistindo. Daniel Ricciardo terminou a corrida na vigésima e última posição.
Os campeonatos depois da décima nona prova da epóca de 2011, terminam como seguem:
Condutores de F1: Sebastian Vettel 392 pontos, Jeson Button 270 pontos, Mark Weber 258 pontos, Fernando Alonso 257 pontos, Lewis Hamilton 227 pontos, , Felipe Massa 118 pontos, Nico Rosberg 89 pontos, Michael Schumacher 76 pontos, Adrian Sutil 42 pontos, Vitaly Petrov 37 pontos, Nick Heidfeld 34 pontos, Kamui Kobayashi 30 pontos, Paul Di Resta 27 pontos, Jaime Alguersuari 26 pontos, Sébastien Buemi 15 pontos, Sérgio Perez 14 pontos, Rubens Barrichelo 4 pontos, Bruno Senna 2 pontos e Pastor Maldonado 1 ponto.
Construtores de F1: Red Bull Renault RB7 650 pontos, Vodafone McLaren - Mercedes MP4 - 26 497 pontos, Ferrari 375 pontos, Mercedes W02 165 pontos, Renault R31 73 pontos, , Force India Mercedes VJM04 69 pontos, Sauber C30 Ferrari 44 pontos, Toro Rosso STR6 Ferrari 41 pontos e Williams FW33 Cosworth 5 pontos.









