
Fernando Alonso na parte de trás do box da Ferrari a pensar:
-Mas porque raio é que eu me meti com estes italianos que não conseguem pôr o carro a andar! Será que vai ser sempre assim até ao final de 2016?
Apesar do pouco ético, em função da maneira como a mudança de regulamentos na Fórmula 1 era feita, (sempre no final da epóca com validade para a epóca seguinte), desta vez foi feita uma mudança no meio da epóca, (proibição de fazer o mapeamento do motor entre a qualificação e corrida), dizem as “más línguas” para beneficiar a Ferrari e porque não outras equipas, que pelo segundo ano consecutivo não conseguem vencer a Red Bull, que por este andar pouco depois da metade das provas desta epóca de 2011, ganhará matemáticamente ambos os campeonatos de pilotos e construtores. Assim Vettel colecionou para a sua carreira mais uma “pole position” com Mark Weber em segundo lugar e Hamilton a fechar o pódio. Quarto lugar para o combativo Alonso a correr em casa (Espanha) que reconheceu, que em termos de desenvolvimento técnico a Ferrari está 2 meses atrasada em relação à Red Bull, o que indica que daqui até ao fim da epóca nunca vão lá chegar.
Quinto lugar na grelha para Massa, que parece ter lido a críticas a ele feitas neste blog, nos relatos de anteriores Grandes Prémios, e reagido positivamente. Button aparece em sexto lugar, seguido de Rosberg e Schumacher com as prestigiadas máquinas alemâs que a partir de 2010, tinham o objectivo de ganhar um campeonato mundial em 2012, mas pelo segundo ano consecutivo se continuam a posicionar na terceira ou quarta fila das grelhas de partida o que torna o objectivo indicado mais distante de atingir.
Nono lugar da grelha para a marca francesa através do piloto que substituiu Robert Kubica, Nick Heidfeld. Décimo para Adrian Sutil com a Force India, nesta prova a dar um “ar da sua graça” em termos de uma maior competitividade.
A corrida efectuada produziu o seguinte resultado:
Equipa: Red Bull Racing - Carro: Red Bull Renault RB7 - Sebastian Vettel obteve a sexta victória da epóca de 2011 e vai rápidamente a caminho de bater o recorde de compatriota Schumacher fixado em 7. Liderou a prova do princípio ao fim e apenas Alonso é que chegou a estar a 3 segundos dele, mas nunca constituiu uma ameaça. Com 186 pontos obtidos e uma diferença de 77 pontos para o piloto em segundo lugar, qualquer analista fácilmente conclui que o campeonato de pilotos de 2011 já está ganho, apesar de faltarem ainda 11 Grandes Prémios. No final Vettel manifestou à sua equipa a satisfação por esta continuar a desenvolver o RB7, de tal maneira que ainda não houve circuito onde ficasse inferiorizado. Mark Weber competiu directamente com Alonso que o perseguiu tenazmente, acabando depois das paragens que ambos fizeram por relegar Weber para o terceiro lugar do pódio.
Equipa: Scuderia Ferrari - Carro: Ferrari 150 - Alonso classificou - se em segundo lugar, tendo manifestamente sido o melhor de todos em pista, excepto Vettel que contínuamente desde as últimas 3 corridas do ano passado continua imbatível. Massa limitou - se a cumprir rigorosamente o contrato de piloto que o liga à Ferrari, classificando - se em quinto lugar, sem qualquer brilhantismo, dinamismo ou atitude de que procura uma victória o mais breve possível. Uma pena... para a Scuderia empregar alguém assim. Após a corrida Alonso expressou confiança de que será possível “bater” os Red Bull nas próximas corridas.
Equipa: Vodafone McLaren - Mercedes - Carro: McLaren - Mercedes MP4 - 26 - Jeson Button depois da sensacional e cheia de peripécias victória no Canadá, teve uma actuação “apagada” em Valencia onde obteve o sexto lugar da classificação final. Lewis Hamilton obteve o quarto lugar no final em uma prova onde ambos os carros desta equipa mostraram não estarem á altura da Red Bull mais uma vez.
Equipa: Mercedes GP Petronas F1 - Carro: Mercedes W02 - Nick Rosberg levou o Mercedes que conduzia ao sétimo lugar, enquanto o seu colega de equipa não passou de um modesto décimo sétimo lugar na classificação final, devido a uma colisão ao longo da corrida e outros eventos que o atrasaram.
Equipa: Scuderia Toro Rosso - Carro: Toro Rosso STR6 Ferrari - Irmã mais nova da dominadora Red Bull, (o proprietário é o mesmo) teve neste Grande Prémio um desempenho melhor que em provas anteriores. Oitavo lugar outra vez (depois do Canadá) para Jaime Alguersuari e décimo terceiro lugar da classificação final para Sébastien Buemi.
Equipa: Force India F1 - Carro: Force India Mercedes VJM04 - Um desempenho melhor desta equipa, quando comparado com as últimas duas ou três provas, como prova o nono lugar da classificação final atribuído ao alemão Adrian Sutil neste Grande Prémio. Paul Di Resta teve de se consolar com um décimo quarto lugar.
Equipa: Lotus Renault GP - Carro: Renault R31 - Com um desempenho inferior a corridas anteriores, o melhor que esta marca francesa conseguiu neste Grande Prémio foi o décimo lugar obtido por Nick Heidfeld, que como piloto substituto de Robert Kubica, têm - se classificado sempre à frente do russo Vitaly Petrov, nas últimas duas ou três corridas, que neste Grande Prémio não foi além de um décimo quinto lugar.
Equipa: Sauber F1 - Carro: Sauber C30 Ferrari - O já recuperado (acidente em Mónaco) piloto mexicano Sérgio Perez voltou ao activo com um décimo primeiro lugar, um desempenho suficiente para as limitações competitivas desta equipa. Kamui Kobayashi quedou - se apenas pelo décimo sexto lugar.
Equipa: AT&T Williams F1 - Carro: Williams FW33 Cosworth - Sempre no fundo do “poço” esta equipa, que outrora até já ganhou campeonatos mundiais, simplesmente não consegue tornar os seus carros minímamente competitivos. Rubens Barrichelo desta vez terminou a corrida em décimo segundo lugar. Pastor Maldonado sem qualquer facto que valha a pena assinalar, terminou o Grande Prémio em décimo oitavo lugar da classificação final.
Equipa: Lotus Team - Carro: Lotus T128 Renault - Décimo nono lugar no final para Heikki Kovailanen e vigésimo lugar para Jarno Trulli.
Equipa: Virgin Racing - Carro: Virgin MVR-02 Cosworth - Jérôme d’Ambrósio terminou em vigésimo segundo lugar e Timo Glock em vigésimo primeiro lugar.
Equipa: Hispania Racing (HRT F1 Team) - Carro: HRT F111 Cosworth - Vigésimo terceiro lugar para Vitantonio Liuzzi, que conseguiu terminar a corrida sem qualquer acidente e vigésimo quarto e último Narain Karthikeyan em uma corrida que ninguém desistiu.
Os campeonatos depois da oitava prova da epóca de 2011, ficam como seguem:
Condutores de F1: Sebastian Vettel 186 pontos, Jeson Button 109 pontos, Mark Weber 109 pontos, Lewis Hamilton 97 pontos, Fernando Alonso 87 pontos, Felipe Massa 42 pontos, Nico Rosberg 32 pontos, Vitaly Petrov 31 pontos, Nick Heidfeld 30 pontos, Michael Schumacher 26 pontos, Kamui Kobayashi 25 pontos, Adrian Sutil 10 pontos, Jaime Alguersuari 8 pontos, Sébastien Buemi 8 pontos, Rubens Barrichelo 4 pontos, Sérgio Perez 2 pontos e Paul di Resta 2 pontos.
Construtores de F1: Red Bull Renault RB7 295 pontos, Vodafone McLaren - Mercedes MP4 - 26 206 pontos, Ferrari 150 129 pontos, Renault R31 61 pontos, Mercedes W02 58 pontos, Sauber C30 Ferrari 27 pontos, Toro Rosso STR6 Ferrari 16 pontos, Force India Mercedes VJM04 12 pontos, e Williams FW33 Cosworth 4 pontos.

